sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A Ponte da Boa Vista











A PONTE DA BOA VISTA
Fotografias e pesquisa de texto de Clóvis Campêlo

Segundo a historiadora Lúcia Gaspar, em texto publicado no site da Fundaj, a Ponte da Boa Vista é considerada a ponte mais típica e original do Recife, e liga atualmente a rua Nova, no bairro de Santo Antônio, à rua da Imperatriz, na Boa Vista.
Existem nas suas quatro pilastras de entrada, diversas inscrições que registram datas e fatos históricos relevantes de Pernambuco e do Brasil, como a invasão dos holandeses (1630); as Batalhas das Tabocas, de Casa Forte (1645) e dos Guararapes (1648-1649); a restauração de Pernambuco (1654); a Guerra dos Mascates (1710); a Revolução de 1817; a Confederação do Equador (1824); a abdicação de Pedro I e início do reinado de Pedro II (1831).
Durante as décadas de 1940 e 1950, a ponte era um local importante na vida social da cidade. Pelas suas passarelas laterais desfilavam as últimas versões de vestidos, chapéus e maquiagens. Surgiram também os fotógrafos do retrato instantâneo, que ofereciam seus serviços e faziam ótimos negócios. Na época, as máquinas fotográficas ainda eram uma novidade.
Parcialmente destruída pelas enchentes do rio Capibaribe em 1965 e 1966, a ponte da Boa Vista foi restaurada, em 1967, na gestão do então prefeito Augusto Lucena. A restauração, no entanto, a descaracterizou um pouco. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) embargou a obra, porém suas passarelas já haviam sido alargadas, seus pilares unidos por um revestimento de concreto até o nível da água e toda a estrutura do lastro inferior já havia sido concretada.

Recife, julho 2015

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A Igreja de São José do Ribamar no Recife





A IGREJA DE SÃO JOSÉ DO RIBAMAR NO RECIFE

Fotografias e seleção de textos de Clóvis Campêlo

Segundo Semira Adler Vainsencher, em texto publicado no sítio da Fundação Joaquim Nabuco, um dos prédios mais antigos da capitania de Pernambuco, situado no bairro de São José, a igreja de São José do Ribamar começou como uma modesta capelinha, fruto da iniciativa de carpinteiros e marceneiros do Recife. A Irmandade deles, porém, só foi constituída no século XVIII, com um patrimônio estimado em "cem mil réis". O surgimento desse templo, portanto, representou uma obra de devoção popular. O prédio foi levantado sob o signo de São José dos Carpinteiros - o seu padroeiro - que exercia essa mesma profissão.
Ainda segundo ela, os trabalhos de construção da igreja começaram em 1756, mas, por falta de recursos financeiros, a igreja ficou inacabada. Registra a História que, na época (1788), o governador D. Tomás José de Melo quis proteger esse templo e, para tanto, utilizou a sua astúcia. Mandou rastrear o litoral pernambucano em busca de âncoras e outros objetos de ferro, pertencentes a navios naufragados na costa, e que eram dados como perdidos. Os objetos, quando encontrados, eram levados à praia de São José.
A partir daí, o governador convidou os negociantes locais (quiçá, alguns donos dos próprios objetos) a fim de participarem de um leilão público. Devido à adulação de certos negociantes, algumas peças leiloadas alcançavam preços bastante elevados, chegando a serem arrematadas mais de duas vezes. Isto porque os arrematantes, após adquiri-los, deixavam os objetos, novamente, para o acervo de São José. Foi dessa maneira que D. Tomás amealhou recursos e deu andamento às obras da igreja. O prédio, no entanto, só ficou pronto em 1797.
Segundo o sítio Patrimônio de Influência Portuguesa, a Igreja de São José do Ribamar, em disposição interna de nave, capela‐mor e corredores laterais, é edificação da segunda metade do século XVIII. Assim se confirma diante das tribunas, de boa feitura em talha. No frontispício atual existe uma data: o ano de 1653, que pode recuar a uma antiga capela. Tem boa talha nos retábulos, inspirada na existente no Mosteiro de São Bento, em Olinda. Por sua vez, a que ornamenta a edificação de Olinda tomou por modelo a do mosteiro beneditino de Tibães, em Braga, Portugal. A igreja abrigava uma irmandade de marceneiros dedicada a São José. Ainda nos dias presentes o casario que forma o pátio é de dimensões reduzidas, na frente do lote.

Recife, julho 2015

domingo, 25 de outubro de 2015

Monumento ao Maracatu



MONUMENTO AO MARACATU

Fotografias e pesquisa de textos de Clóvis Campêlo

Segundo o site da Prefeitura da Cidade do Recife, o trabalho do artista plástico Abelardo da Hora, foi inaugurado em dezembro de 2008, na praça próxima ao Forte das Cinco Pontas, no bairro do São José, e voltado para a Igreja de Nossa Senhora do Terço, onde acontece a tradicional cerimônia Noite dos Tambores Silenciosos, no Carnaval.
O Monumento ao Maracatu tem uma altura total de quatro metros. A obra é composto por oito figuras fundidas em bronze patinado, cada uma com dois metros de altura, sobre um pedestal de concreto revestido de granito verde ubatuba. Trata-se do maior conjunto de esculturas feitas em bronze na cidade. A peça mostra o cortejo de um maracatu de baque virado com rei, rainha, dama de companhia, dama da boneca, porta-estandarte, porta-lanterna, o carregador do elefante e o ogan (batuqueiro do maracatu) com sua alfaia. Além disso, há as alegorias: o elefante, o guarda-sol, o estandarte e a lanterna.
Ainda segundo o site, o maracatu é fruto de uma expressão de uma população que foi sequestrada da África e veio construir o nosso país e que até hoje sofre, mas soube resistir e conseguiu, por meio de suas manifestações, deixar o Brasil numa importante posição perante o mundo.
Para o autor da obra, Abelardo Germano da Hora, o Monumento ao Maracatu representa a criatividade e a raiz da população negra trazida pelos escravos. É um prazer poder colocar nas mãos do povo um referencial tão forte da cultura que me inspirou tanto, disse o artista que estava acompanhado da sua esposa, dona Margarida da Hora.
O monumento também faz uma homenagem à Dona Santa, que foi rainha do centenário Maracatu Elefante. O rosto da rainha é uma reprodução do de Dona Santa comandando um cortejo solene. Na placa informativa, o texto detalha que a obra foi erguida em reverência a rainha de todas as rainhas, que transformou o Recife na sua nação imperial.
Abelardo da Hora, o autor da obra, nasceu na cidade pernambucana de São Lourenço da Mata, em 30 de julho de 1924 e faleceu no Recife, em 23 de setembro de 2014.

Recife, outubro 2015

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Igreja de Nossa Senhora do Terço






IGREJA DE NOSSA SENHORA DO TERÇO

Fotografias e pesquisa de textos de Clóvis Campêlo

A Igreja de Nossa Senhora do Terço situa-se no tradicional Pátio do Terço, no bairro de São José, entre a rua Direita e a rua das Águas Verdes.
Segundo a Wikipédia, durante a presença holandesa no Recife, o conde Maurício de Nassau, desejando atribuir uma cor moderna à cidade, ordenou, no local onde se encontra o Pátio do Terço, a abertura de canais, a drenagem de terras alagadas, o levantamento de trincheiras com fossos e estacadas, entre outros.
Até as primeiras décadas do século XVIII, no começo da rua dos Copiares (chamada, hoje, de rua Cristóvão Colombo), existia um nicho, com uma imagem de Nossa Senhora, onde os viajantes se ajoelhavam e rezavam um terço à Virgem Santíssima. Como a localidade havia se tornado um ponto importante, a capela de Nossa Senhora do Terço foi ali erguida, na antiga rua dos Copiares.
A Irmandade de Nossa Senhora do Terço, por outro lado, só foi ali instalada no dia 19 de setembro de 1726. Na metade do século XIX, a capela já se encontrava quase demolida, quando, por iniciativa da Irmandade, o novo templo foi construído.
Antes disso, porém, um acontecimento histórico teve lugar às portas da igreja: a condenação à forca, do frade revolucionário da Confederação do Equador, Frei Joaquim do Amor Divino Caneca.
Entretanto, como ninguém se prestou a enforcar Frei Caneca, na igreja, os soldados levaram-no a pé, por toda a extensão do Pátio do Terço, até o Largo das Cinco Pontas, onde o frade terminou sendo morto a tiros de espingarda, junto à igreja de São José, a despeito da comoção popular.
A capela-mor e um dos altares da igreja de Nossa Senhora do Terço foram entalhados pelo mestre pernambucano José de Souza. No templo, pode-se apreciar um coruchéu (parte mais elevada de uma torre) de azulejos, com jarros ornamentais e uma balaustrada elegante; um sino; uma pequena cruz com anjos; uma janela com balcão de grade; um relógio e uma data: 1726.
Algumas imagens estão, também, presentes na igreja: Nossa Senhora do Terço, Senhor Bom Jesus, Santo Antônio, São João, São Brás, São Manuel da Paciência, Nossa Senhora das Angústias, São Sebastião, Santa Rita de Cássia e Nossa Senhora da Soledade.
Segundo Semira Adler Vainsencher, em texto publicado no sítio da Fundação Joaquim Nabuco, quando os holandeses foram expulsos, o lugar onde seria erguida aigreja, ficou sendo conhecido como "a estrada da cidade, para quem viesse do lado do continente". Até as primeiras décadas do século XVIII, no começo da rua dos Copiares (chamada, hoje, de rua Cristóvão Colombo), existia um nicho, com uma imagem de Nossa Senhora, onde os viajantes se ajoelhavam e rezavam um terço à Virgem Santíssima. Como a localidade havia se tornado um ponto importante, a Igreja de Nossa Senhora do Terço foi ali erguida: na antiga rua dos Copiares.
Bairro do São José
Recife, julho 2015

domingo, 18 de outubro de 2015

Varandas e janelas




VARANDAS E JANELAS
Recife, julho 2015
Fotografias de Clóvis Campêlo

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Venerável Ordem Terceira de São Francisco de Olinda
















VENERÁVEL ORDEM TERCEIRA DE SÃO FRANCISCO DE OLINDA

Pesquisa e fotografias de Clóvis Campêlo

Segundo a Wikipédia, “as Ordens terceiras são associações de leigos católicos, vinculadas às tradicionais ordens religiosas medievais, em particular às dos franciscanos, carmelitas e dominicanos. Reúnem-se em torno à devoção de seu santo padroeiro. Espalharam-se pela América através dos colonizadores e foram um elemento importante na vida social da América portuguesa e espanhola. Distinguem-se das irmandades por estarem associadas às ordens religiosas da Idade Média.
Durante a colonização do Brasil, várias ordens religiosas se estabeleceram na colônia. As que mais tiveram influência foram os beneditinos, carmelitas, franciscanos, capuchinhos e os jesuítas. As ordens terceiras mais atuantes no Brasil foram a Ordem Terceira do Carmo e a Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, hoje Ordem Franciscana Secular. De forma semelhante às irmandades, estas ordens eram organizadas e dirigidas pelos leigos, cabendo aos religiosos o papel de orientação espiritual.
Durante o ciclo do ouro no Brasil, algumas ordens terceiras tornaram-se ricas, patrocinando a construção de igrejas barrocas, sobretudo na Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A primeira organização da Ordem Franciscana Secular no Brasil surgiu em Olinda no século XVI e por muito tempo foi denominada Ordem Terceira de São Francisco da Penitência”.

Segundo a historiadora Semira Adler Vainsencher, em texto publicado no site da Fundação Joaquim Nabuco, “Tendo sido construída em Olinda, em um largo sobre uma alta colina, a igreja de São Francisco data do século XVIII, época em que o seu convento (em anexo) foi reconstruído.
Na frente do templo, há um grande e artístico cruzeiro de pedra e, em seu interior, existem belos painéis de azulejos, representando a vida de Nossa Senhora. A portaria e o claustro encontram-se decorados, respectivamente, com seis azulejos sobre a vida de Santa Ana, e dezesseis painéis, a respeito da vida de São Francisco.
No teto da nave vê-se uma grande pintura representando o Orbe Seráfico, compreendendo as quatro partes do universo. Há uma cortada interessante, no centro da nave, que abriga a capela dos Irmãos Terceiros, uma edificação em puro estilo barroco. Testemunham certos estudiosos que, em termos de beleza, essa capela rivaliza com a Capela Dourada do Recife.
Na sacristia, pela sua pujança barroca, destaca-se um dos arcazes com retábulo mais preciosos do País. Vêem-se, também, cômodas e repositórios (de jacarandá entalhados), um lavatório de pedra portuguesa e pinturas, particularmente de flores, e episódios da vida de Santo Antônio, em seu teto. Vale deixar registrado que, todo esse acervo está bastante mal conservado e, por conta dos deslizamentos das ladeiras de Olinda, ameaçado de ruir".

Novamente segundo a Wikipédia, "o Convento de São Francisco é parte de um conjunto arquitetônico barroco de excepcional importância, que inclui a Igreja de Nossa Senhora das Neves, a Capela de São Roque, o claustro e a sacristia. Localiza-se na Ladeira de São Francisco, 280, em Olinda, Pernambuco.
É convento franciscano mais antigo do Brasil. Sua construção foi iniciada em 1585, com projeto do frei Francisco dos Santos, mas foi parcialmente destruído pelos holandeses no ano de 1631 e reconstruído ainda no século XVII. Em frente ao convento existe um cruzeiro trabalhado em pedra de arenito retirada dos arrecifes.
O claustro e a sacristia são famosos pela série de painéis de azulejos portugueses, com cenas diversas. Na igreja, na sacristia e na capela chama a atenção o rico trabalho de talha em madeira do teto, com caixotões contendo pinturas do século XVIII. O mosteiro tem ainda uma biblioteca com um precioso acervo de obras raras, e nele foi instalada a primeira biblioteca pública de Pernambuco.
O conjunto foi incluído no rol dos monumentos do Centro Histórico de Olinda, tombado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade".


Olinda, outubro 2015

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Em tarde de maré alta




EM TARDE DE MARÉ ALTA
Praia da Boa Viagem
Recife, outubro 2015
Fotografias de Clóvis Campêlo


domingo, 11 de outubro de 2015

Estação Central do Recife







ESTAÇÃO CENTRAL DO RECIFE

Clóvis Campêlo


Segundo a pesquisadora Semira Adler Vainsencher, no site da Fundaj, "em meados do século XIX (1850-1856) foi construída a estação inicial da Rede Ferroviária do Nordeste e ela foi chamada de Estação Central. Esta construção fica à esquerda do rio Capibaribe e defronte da atual Casa da Cultura, na rua Floriano Peixoto, situada no bairro de São José, no Recife".

Bairro do São José
Recife, julho 2015
Fotografias de Clóvis Campêlo


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

A Via Mangue











A VIA MANGUE
Bairro do Pina
Recife, setembro 2014
Fotografias de Cida Machado